Economia

Planejamento financeiro em 2026: como se proteger da volatilidade

O ano de 2026 tem se mostrado desafiador para o bolso do brasileiro. Entre as oscilações do mercado internacional e as adaptações internas da economia, manter o equilíbrio financeiro exige mais do que apenas economizar — exige estratégia. Conversamos com consultores financeiros para entender quais as melhores práticas para este momento.

A primeira recomendação é unânime: a reserva de emergência nunca foi tão importante. "Não se trata apenas de ter dinheiro guardado, mas de ter liquidez", explica o consultor financeiro Roberto Alencar. "Em momentos de incerteza, a capacidade de acessar seus recursos rapidamente é o que diferencia quem atravessa a crise de quem se endivida."

Onde colocar o dinheiro

Com a taxa Selic em patamares estáveis, mas ainda elevados, a renda fixa continua sendo o porto seguro de muitos brasileiros. No entanto, a diversificação é a palavra de ordem. Títulos atrelados ao IPCA são recomendados para proteger o poder de compra contra a inflação, que deu sinais de resistência no primeiro trimestre.

"Muitas pessoas cometem o erro de colocar tudo em um único lugar. O ideal é dividir entre liquidez imediata, proteção contra inflação e uma pequena parcela em renda variável para quem tem perfil mais arrojado", sugere Luísa Ferreira, nossa especialista em economia.

Dívidas sob controle

Para quem já está endividado, a prioridade absoluta deve ser a renegociação. O programa Desenrola, em sua nova fase, tem facilitado acordos com descontos que chegam a 80% em alguns casos. "Não espere a bola de neve crescer. Procure a instituição financeira, mostre disposição para pagar e busque condições que caibam no seu orçamento atual", aconselha Alencar.

O planejamento para o segundo semestre deve começar agora. Com a chegada das festas de fim de ano e as despesas de início de ano (IPVA, IPTU, material escolar), quem se organiza em maio chega em dezembro com muito mais tranquilidade.

LF

Luísa Ferreira

Jornalista de economia com passagens pelos maiores veículos do país. Especialista em finanças pessoais e mercado brasileiro.